Arquivo da categoria ‘curiosidades’

h1

John Wesley

Junho 23, 2009


John Wesley

“Eu me coloco em chamas, e o povo vem para me ver queimar” – John Wesley (respondendo à pergunta de como ele atraía as multidões)

“Eu considero todo o mundo como a minha paróquia; em qualquer parte que eu esteja, eu considero que é certo, correto e o meu sagrado dever declarar a todos que estejam dispostos a ouvir, as boas novas da salvação.” – John Wesley

“Dai-me cem homens que nada temam senão o pecado, e que nada desejam senão a Deus, e eu abalarei o mundo.” – John Wesley

(Citações do livro “On Earth as it is in Heaven” por Stephen L Hill)

O Grande Reavivament dos anos 1739 – 91 é frequentemente chamado de Reavivamento Wesleyano. É que, embora Deus tivesse usado grandemente George Whitefield, os dois irmãos Wesley e dúzias de pregadores leigos para acender o fogo de reavivamento, John Wesley pregou em mais lugares, a mais pessoas e durante um maior número de anos do que os outros. Ele também fez mais para conservar o fruto do reavivamento. John Wesley foi claremente o líder escolhido por Deus para este impressionante despertamento espirtual. – Wesley Duewel, O Fogo de Reavivamento

John Wesley nasceu no dia 17 de junho de 1703, em Epworth, Lincolnshire, Inglaterra. Com dezessete anos ele começou estudar teologia na faculdade de Oxford, e recebeu sua diploma de bacharel em 1724 e seu doutorado em 1727. Ele foi consagrado ministro da igreja Anglicana (Igreja da Inglaterra) em 1724. John continuou na faculdade de Oxford, onde ele era membro do Conselho da Faculdade Lincoln e professor de grego.

Em 1729 Charles Wesley, o irmão de John, e mais dois estudantes começaram um pequeno grupo que se reunia para oração, estudo bíblico e encorajamento mútuo. John logo tornou-se o líder do grupo, que era chamado o “Clube Santo”. Eles usavam um sistema metódico de auto-exame e auto-disciplina, e por este motivo foram chamados de ‘metodistas’ por alguns. O grupo nunca cresceu muito, variando entre 10 e 15 membros, com um máximo de 25. Um outro jovem chamado George Whitefield juntou-se ao grupo depois de alguns anos, tornando-se um grande amigo de John Wesley.

Em outubro de 1735 John e Charles Wesley viajavam para América como missionários, porém depois de um pouco mais que dois anos, John voltou a Inglaterra, em fevereiro de 1738, preocupado com sua própria salvação. “Fui para a América converter os índios”, ele lamentou, “mas, oh, quem vai me converter?”. Poucos meses depois, no dia 24 de maio, John teve uma experiência na qual ele obteve a certeza da sua salvação pelá fé. Poucos anos depois, John e outros membros do Clube Santo tiveram uma experiência poderosa de enchimento com o poder do Espírito Santo:
No dia do Ano Novo, 1739, John e Charles Wesley, George Whitefield e mais quatro membros do Clube Santo fizeram uma festa de amor [santa ceia] em Londres. ‘Cerca de três da manhã, enquanto estávamos orando, o poder de Deus caiu tremendamente sobre nós, a tal ponto que muitos gritaram de alegria e outros caíram ao chão (vencidos pelo poder de Deus). Tão logo nos recobramos um pouco dessa reverência e surpresa na presença da Sua majestade, começamos a cantar a uma voz: “Nós te louvamos, ó Deus; Te reconhecemos como Senhor”‘. Este evento foi chamado de Pentecoste Metodista. – Wesley Duewel, O Fogo de Reavivamento

A partir deste dia, um grande avivamento começou. Dentro de um mês e meio, George Whitefield estava pregando para multidões de milhares, com John Wesley fazendo o mesmo dentro de três meses. Com apenas 22 anos de idade, Whitefield começou a pregar ao ar livre:
As multidões aumentavam diariamente até chegar a vinte mil ouvintes. Os mais ricos ficavam sentados em seus coches e outros em seus cavalos. Alguns sentavam nas árvores e em toda parte o povo se reunia para ouvir Whitefield pregar. Todos eram às vezes levados a chorar, conforme o Espírito de Deus descia sobre eles.
Whitefield continuava insistindo com Wesley para ir a Bristol e ajudá-lo. Em abril, Wesley ficou ao lado de Whitefield em Kingswood, ainda questionando se era adequado falar fora do prédio da igreja. Naquela noite Whitefield pregou sobre o Sermão do Monte. De repente compreendeu que Jesus também pregara ao ar livre. Whitefield voltou a Londres e no dia seguinte Wesley pregou então a três mil ao ar livre em Kingswood. Ele permaneceu em Bristol durante dois meses, mais ocupado do que nunca. Seus cultos das 7 horas da manhã de domingo geralmente tinham de cinco mil a seis mil ouvintes.
Ali, para surpresa de Wesley, ele começou a observar o Espírito Santo convencendo poderosamente as pessoas de seus pecados enquanto pregava. Indivíduos bem vestidos, amdurecidos, repentinamente gritavam como se estivessem em agonia. Tanto homens como mulheres, dentro e fora dos prédios das igrejas, tremiam e caíam no chão, Quando Wesley interrompeu seu sermão e orava em favor deles, logo encontravam paz e rejubilavam-se em Cristo.
Um quacre [membro de uma seita evangélica], grandemente aborrecido com os gemidos e gritos das pessoas que eram convencidas de seus pecados, foi repentinamente atirado ao chão em profunda agonia por seus próprios pecados. Depois de Wesley ter orado, o quacre exclamou: “Agora sei que és um profeta do Senhor”. Cenas similares ocorream em Londres e Newcastle. Wesley não encorajava essas reações emocionais e declarou que poderia haver casos de fingimento. Ele falava sempre em voz calma e controlada, sem mostrar emoção. Mas reconheceu também que o poder de Deus estava operando, convencendo e transformando pessoa após pessoa.

Wesley Duewel, O Fogo de Reavivamento

Whitefield continuo pregando a milhares, na Inglaterra e nos Estados Unidos, até sua morte, aos 56 anos, em 1770. Ele e o John Wesley tiveram uma diferença de teologia, com o Whitefield se tornando calvinista e associando-se à igreja Presbiteriana, porém os dois permaneceram grandes amigos. Sabendo das suas diferenças doutrinárias, alguem perguntou a Whitefield se ele achava que iria ver o John Wesley no céu. “Temo que não”, ele respondeu, “ele estará tão perto do trono eterno, e nos tão distantes, que quase não veremos ele”.

O ministério de evangelismo do Wesley continuou a crescer, e ele começou a criar “sociedades de avivamento” nos lugares onde ele ministrava. Este grupos pequenos se reuniam para oração, encorajamento e estudo bíblico. No início Wesley encorajava os grupos a permanecer na Igreja na Inglaterra, mas diferenças com a igreja a respeita a seu estilo de pregação ao ar livre, sua mensagem de salvação pela fé, e sua utilização de leigos como pregadores e líderes das sociedades, levou ao estabelecimento da igreja Metodista.

John Wesley viajou extensivamento, na Inglaterra e na Ámerica, e o fogo de avivamento se espalhou rapidamente. Em agosto de 1770 havia 29.406 membros, 121 pregadores e 50 zonas na Inglaterra e 4 pregadores e 100 capelas nos Estados Unidos. Quando Wesley morreu, no dia 2 de março de 1791, havia mais de 120.000 metodistas nas suas sociedades.

h1

Charles G. Finney

Junho 23, 2009


Charles G. Finney

“A maior necessidade de nossos dias é poder do alto.” – Charles Finney

“O milagre do avivamento é bem semelhante ao de uma colheita de trigo. Ele desce do céu quando crentes heróicos entram na batalha decididos a vencer ou morrer – e, se for necessário, vencer e morrer. ‘O reino dos céus é tomado por esforço, e os que se esforçam se apoderam dele.’” – Charles Finney

(Citações do livro “Por que tarda o pleno avivamento” por Leonard Ravenhill)

Charles Grandison Finney nasceu no dia 29 de agosto de 1792, um ano após o falecimento do John Wesley, na cidade de Warren, no estado de Connecticut, EUA. A sua família não era religiosa, e o jovem Finney foi criado sem nenhuma formação cristã. Aos 26 anos ele começou a trabalhar num escritório de advogacia na cidade de Adams, e freqüentou uma igreja, apesar de achar que as orações daqueles crentes não estavam sendo respondidas.

No dia 10 de outubro de 1821, enquanto ele orava sozinho num matagal, Finney experimentou uma poderosa conversão. Mais tarde no mesmo dia, ele foi batizado no Espírito Santo, numa experiência que ele relatou na sua autobiografia:
Mas assim que me virei para me sentar perto do fogo, um poderoso batismo do Espírito Santo caiu sobre mim inesperadamente. Nada esperava, tudo desconhecia daquilo que se estaria passando comigo. Nunca havia sequer imaginado que tal coisa existisse para mim, nunca me recordo de alguma vez haver ouvido uma pequena coisa sobre tal coisa. Foi de todo uma coisa absolutamente inesperada. O Espírito Santo desceu sobre mim de maneira que mais me parecia trespassar-me e atravessar-me de todos os lados, tanto física como espiritualmente. Mais me parecia uma corrente electrificada de ondas de amor. Passavam em e por mim, atravessando-me todo. Mais me pareciam ondas e ondas de amor em forma líquida, uma torrente de vida e amor, pois não acho outra maneira de descrever tudo aquilo que se passou comigo. Parecia-me o próprio sopro de vida vindo de Deus. Lembro-me distintamente que me parecia que esse amor soprava sobre mim, como com grandes asas.
Não existem palavras que possam sequer descrever com a preciosidade e com a quantidade de amor que fora derramado em meu coração. Eu chorava de alegria profunda, urrava de amor e alegria! O meu coração muito dificilmente teria como se poder expressar de outra forma. Aquelas ondas sem fim passavam por mim, em mim, através de todo o meu ser. Recordo-me apenas de exclamar em alta voz que pereceria de amor se aquilo continuasse assim por muito mais tempo. Mas mesmo que morresse, não tinha qualquer receio de qualquer morte em mim presente. Quanto tempo permaneci neste estado de coisas, não sei precisar. Mas sei que muito tarde um membro do coro da igreja entrou nos escritórios para me encontrar naquele estado de coisas. Eu era então líder do coro e ele viera falar comigo sobre algo. Ele era um membro da igreja. Entrou e achou-me naquele estado de espírito de choro e lágrimas. Perguntou-me logo se estava bem. “Sr. Finney, o que se passa com o senhor?” Não conseguia responder-lhe uma palavra nesse preciso momento. Perguntou-me se estava com dores ou algo assim. Recolhi todo o meu ser o mais que pude e disse-lhe que não tinha qualquer dor, mas que estava tão feliz que não conseguia viver.
Ele esgueirou-se rapidamente e saiu dali. Voltou com um dos presbíteros da igreja. Ele era um homem de feições muito sérias. Sempre que estava em minha presença, mantinha-se em vigilância absoluta, resguardando-se a ele próprio de mim. Nunca o havia visto rir-se sobre algo. Quando entrou, perguntou-me como me estaria a sentir. Comecei por lhe contar. Mas em vez de me dizer alguma coisa, deu-lhe um ataque de riso tão grande que não tinha como impedir de se rir muito à gargalhada e bem alto do fundo do seu coração!

A notícia da conversão de Finney espalhou-se rapiamento na cidade, e na noite seguinte ele deu seu testemunho na igreja, começando assim um avivamento naquela cidade:
De qualquer modo, todos foram direitos ao local das ditas reuniões de oração. Eu também me dirigi para lá de imediato. O pastor da igreja estava lá, tal como praticamente todas as pessoas da vila. Ninguém parecia com disposição para empreender a abertura da reunião. A casa estava repleta e ninguém mais cabia lá. Não esperei que alguém me convidasse para discursar e comecei desde logo a falar. Comecei por dizer que agora sabia que a religião era vinda de Deus pessoalmente…
Eu nunca havia orado em público. Mas logo o Sr. Gale [o pastor da igreja] tratou de remediar a questão, assim que terminara o seu discurso. Ele chamou-me a orar, o que fiz com grande liberdade de espírito e com largueza e abertura de coração. Aquela noite obtivemos uma reunião improvisada impar e bela. E a partir dali, não houve noite sem reunião de oração e isso durante muito tempo depois. A obra de Deus espalhava-se para todos os cantos e direções.

Finney começou reuniões de oração com os jovens da igreja, e todos foram convertidos. Depois ele foi visitar seus pais, e ambos foram tocados poderosamente por Cristo. Finney continuou tendo experiências poderosas e sobrenaturais com Deus, e passou a gastar muito tempo a sós com Ele em oração e jejum. Ele começou a pregar, primeiro nas pequenas cidades e aldeias, e depois nos grandes metrópoles, e muitos foram poderosamente convertidos.

Ele entendeu a necessidade de comunicar o evangelho com simplicidade, usando ilustrações e linguagem apropriadas ao povo. Seu estilo de pregação atraiu muito oposição dos outros ministros:
Antes mesmo de me haver convertido, eu tinha em mim uma tendência distinta desta. Eu aprendia a escrever e falar com linguagem muito ornamentada. Mas quando comecei por pregar o evangelho de Cristo, a minha mente apoderou-se duma certa ansiedade em ser entendido por todos os que me tivessem como ouvir. Era urgente e expediente ser bem entendido. Estudei vigorosamente para encontrar e descobrir meios de persuasão que não fossem nem vulgares nem vulgarizados, mas também os quais fossem bem assimilados e que explanassem todos os meus pensamentos com a maior das simplicidades de linguagem, pois o alvo era ser entendido, salvar e não aceite pela opinião publica. Esta maneira de ser e estar no púlpito era opostamente agressiva à ideia comum entre o meio ministerial e as noções da altura, pois não aceitavam esta nova maneira de empreender e viver as verdades. A respeito das muitas ilustrações das quais fazia uso, muitos me perguntariam: “Porque não ilustra as coisas através dos eventos histórico-sociais duma maneira mais dignificante?” Ao que eu respondia sempre que quando trazia uma ilustração que ocupava as mentes das pessoas, então elas nunca davam nem a devida atenção, nem a importância à verdade que essas ilustrações pretendiam encerar e implantar nos corações e nas vidas pessoais de cada um que me ouvia. Eu não tinha como objectivo que se lembrassem da ilustração nem de mim, mas sim da verdade da ilustração contida em si e em mim.

Numa vila perto da cidade de Antwerp Finney pregou ao povo reunido na escola, e sua pregação foi interrompida por um grande mover do Espírito Santo:
Falei-lhes durante algum tempo, mas quinze minutos depois de estar a falar sobre a sua responsabilidade pessoal diante de Deus, constrangendo-os ao arrependimento, de repente uma seriedade abismal apoderou-se daqueles rostos antes irados, uma solenidade fora do vulgar. Logo de seguida todas as pessoas começaram a cair nos seus joelhos, em todas as direções como que caindo dos seus assentos, clamando por misericórdia a Deus. Caso tivesse uma espada em minha mão, nada de igual havia de conseguir com efeitos parecidos e tão devastadores. Parecia que toda a congregação estava ou de joelhos, ou prostrados com o nariz no chão gritando por misericórdia logo ali. Numa questão de dois minutos toda aquela congregação estaria de joelhos a clamar. Cada um orava por si próprio, aqueles que tinham como falar.
É obvio que tive de parar com a pregação, já que ninguém me prestava mais atenção. Eu olhei e vi aquele velhinho que me endereçou o convite para pregar ali, sentado a meio da sala, olhando à sua volta muito perplexo, muito atônito com tudo aquilo. Levantei a minha voz muito alto, quase gritando, para que me ouvisse e perguntei-lhe se sabia orar. Ele de imediato caiu de joelhos e implorou por aquelas almas em agonia, entre a vida eterna e a morte. A sua voz era forte e todo o seu coração estava sendo derramado diante do Criador do mundo. Ninguém o ouvia, ninguém ali prestava qualquer atenção às suas palavras. Logo comecei a falar com algumas pessoas que clamavam assustadamente a Deus, para que me ouvissem e prestassem atenção. Eu dizia: “Olhem, ainda não estão no inferno! Deixem-me assinalar-vos o caminho para Cristo!” Por alguns instantes eu queria trazer-lhes o evangelho, mas não conseguia a sua atenção sequer. Todo o meu coração palpitava e exultava de tal modo que me controlei com muito custo para não gritar de alegria por toda aquela visão celestial, dando glória a Deus. Assim que tive como controlar meus sentimentos, debrucei-me diante dum jovem que estava ali perto e muito atarefado a orar por ele mesmo. Pus minha mão suavemente em seu ombro, atraindo a sua atenção e pregando-lhe Jesus ao ouvido em sussurro. Assim que captei a flecti a sua atenção para a cruz de Cristo, ele creu, acalmou-se, aquietando-se estranhamente pensativo durante um minuto ou dois, para logo de seguida irromper numa oração dedicada por todos aqueles aflitos, ali mesmo. Fiz o mesmo com um e outro com os mesmos resultados. Depois mais um e mais outro até que chegou a hora em que eu haveria de sair dali para cumprir com um outro compromisso na vila.
A 5 de outubro de 1824, Finney casou-se com Lydia. Ele a deixou para ir buscar seus pertences em Evan Mills, esperando estar de volta em uma semana. No outono anterior, Finney pregara várias vezes em Perch River. Um mensageiro foi procurá-lo, pedindo para pregar mais uma vez em Perch River porque Deus estava dando um reavivamento. Finney prometeu visitá-los na noite de terça-feira. Deus operou tão poderosamente que Finney prometeu outro culto na noite de quarta-feira, depois na de quinta, e outros mais…
O reavivamento estendeu-se até uma grande cidade chamada Brownsville. O povo dali insistiu para que Finney passasse o inverno. No começo da primavera, Finney preparou-se para voltar para a esposa. Ele teve de parar para ferrar o cavalo em Rayville. As pessoas o reconheceram e correram ao seu encontro, insistindo para que pregasse pelo menos uma vez ali. Finney anunciou então uma reunião à uma hora da tarde. Uma multidão se formou ao seu redor. O Espírito Santo veio em poder e eles suplicaram que Finney passasse a noite na cidade. Ele pregou naquela noite e o fogo de reavivamento continuou queimando. Pregou então na manhã seguinte e teve de permanecer mais uma noite, já que Deus estava operando tão profundamente. Finney pediu a um irmão cristão que levasse seu cavalo e trenó à sua esposa e lhe contasse os fatos. Eles estivam separados há seis meses. Finney continuou pregando em Rayville mais algumas semanas e a maioria do povo se converteu.

Wesley L. Duewel – O Fogo do Reavivamento

Até sua morte em 16 de agosto de 1875, aos 82 anos, Finney continuou sendo usado por Deus como um poderoso instrumento de avivamento nos Estados Unidos e na Inglaterra. De 1851 a 1866 ele foi diretor do Oberlin College, onde ele ensinou 20 mil estudantes.

No seu livro ‘O Fogo de Reavivamento’, Wesley Duewel conta sobre um avivamento que aconteceu numa escola secundária, provavelmente em 1831:
Um cético tinha uma grande escola secundária em Rochester. Inúmeros estudantes foram às reuniões de Finney e ficaram profundamente convencidos de sua necessidade de Criso. Certa manhã depois de as reuniões terem continuados por duas semanas, o diretor encontrou tantos alunos chorando por causa dos seus pecados que mandou buscar Finney para instruí-las. Finney atendeu e o diretor e quase todos os alunos foram convertidos. Mais de quarenta estudantes do sexo masculino e vários do sexo feminino vieram a tornar-se mais tarde ministros e missionários.

E falando sobre este avivamento na cidade de Rochester, Wesley Duewel resuma:
Anos mais tarde, o Dr Henry Ward Beecher, ao comentar esse poderoso reavivamento e seus resultados, declarou: “Essa foi a maior obra de Deus e o maior reavivamento da religião que o mundo já viu em prazo tão curto. Calcula-se que cem mil indivíduos se uniram às igrejas como resultado desse enorme reavivamento.” No período entre 1831 e 1835, mais de 200.000 foram convertidos.

De acordo com o promotor de Rochester, o avivamento naquela cidade resultou numa diminuição de dois terços na índice de criminalidade, mesmo com a população da cidade triplicando depois do avivamento.

Finney foi instrumental no grande avivamento de 1857 a 1858 dos ‘grupos de oração’, que espalhou-se por dez mil cidades e municípios, resultando na conversão de pelo menos um milhão de pessoas. Somente entre janeiro e abril de 1858, cem mil pessoas foram salvas nestas reuniões de oração ao meio-dia.

h1

William Seymour e a Rua Azusa

Junho 23, 2009

Muitas igrejas têm orado para um Pentecoste, e o Pentecoste veio. A pergunta agora é, será que o elas aceitarão? Deus respondeu de uma forma que elas não procuraram. Ele veio de uma forma humilde, como no passado, nascido em uma manjedoura. – The Apostolic Faith, setembro de 1906

Agora só uma palavra relativa ao irmão Seymour, que é o líder do movimento debaixo de Deus. Ele é o homem mais manso que eu já encontrei. Ele caminha e conversa com Deus. O poder dele está na sua fraqueza. Ele parece manter uma dependência desamparada em Deus e é tão simples como uma pequena criança, e ao mesmo tempo ele está tão cheio de Deus que você sente o amor e o poder toda vez que você chegar perto dele. – W H Durham, The Apostolic Faith, fevereiro / marco de 1907

O avivamento da Rua Azusa, na cidade de Los Angeles – EUA, tem marcado profundamente o Cristianismo dos últimos cem anos. Hoje, dos 660 milhões de cristãos protestantes e evangélicos no mundo, 600 milhões pertençam a igrejas que foram diretamente influenciadas pelo avivamento da Rua Azusa (Pentecostais, Carismáticos, Terceira-Onda etc).1

O início do avivamento começou com o ministério do Charles Fox Parham. Em 1898 Parham abriu um ministério, incluindo uma escola Bíblica, na cidade de Topeka, Kansas. Depois de estudar o livro de Atos, os alunos da escola começaram buscar o batismo no Espírito Santo, e, no dia 1° de janeiro de 1901, uma aluna, Agnes Ozman, recebeu o batismo, com a manifestação do dom de falar em línguas estranhas. Nos dias seguintes, outros alunos, e o próprio Parham, também receberam a experiência e falaram em línguas.2

Nesta época, as igrejas Holiness (“Santidade”), descendentes da Igreja Metodista, ensinaram que o batismo no Espírito Santo, a chamada “segunda benção”, signficava uma santificação, e não uma experiência de capacitação de poder sobrenatural. Os dons do Espírito Santo, tais como falar em línguas estranhas, não fizeram parte da sua teologia do batismo no Espírito. A mensagem do Parham, porém, foi que o batismo no Espírito Santo deve ser acompanhado com o sinal miraculoso de falar em línguas.

Parham, com seu pequeno grupo de alunos e obreiros, começou pregar sobre o batismo no Espírito Santo, e também iniciou um jornal chamado “The Apostolic Faith” (A Fé Apostólica). Em Janeiro de 1906 ele abriu uma outra escola Bíblica na cidade de Houstan, Texas.

Um dos alunos esta escola foi o William Seymour. Nascido em 1870, filho de ex-escravos, Seymour estava pastoreando uma pequena igreja Holiness na cidade, e já estava orando cinco horas por dia para poder receber a plentitude do Espírito Santo na sua vida.

Seymour enfrentou as leis de segregação racial da época para poder frequentar a escola. Ele não foi autorizado ficar na sala de aula com os alunos brancos, sendo obrigado a assistir as aulas do corridor. Seymour também não pude orar nem receber oração com os outros alunos, e consequentamente, não recebeu o batismo no Espírito Santo na escola, mesmo concordando com a mensagem.

Uma pequena congregação Holiness da cidade de Los Angeles ouviu sobre Seymour e o chamou para ministrar na sua igreja. Mas quando ele chegou e pregou sobre o batismo no Espírito Santo e o dom de línguas, Seymour logo foi excluído daquela congregação.

Sozinho na cidade de Los Angeles, sem sustento financeiro nem a passagem para poder voltar para Houston, Seymour foi hospedado por Edward Lee, um membro daquela igreja, e mais tarde, por Richard Asbery. Seymour ficou em oração, aumentando seu tempo diário de oração para sete horas por dia, pedindo que Deus o desse “aquilo que Parham pregou, o verdadeiro Espírito Santo e fogo, com línguas e o amor e o poder de Deus, como os apóstolos tiveram.”1

Uma reunião de oração começou na casa da família Asbery, na Rua Bonnie Brae, número 214. O grupo levantou uma oferta para poder trazer Lucy Farrow, amiga de Seymour que já tinha recebdo o batismo no Espírito Santo, da cidade de Houston. Quando ela chegou, Farrow orou para Edward Lee, que caiu no chão e começou falar em línguas estranhas.

Naquela mesma noite, 9 de abril de 1906, o poder do Espírito Santo caiu na reunião de oração na Rua Bonnie Brae, e a maioria das pessoas presentes começaram falar em línguas. Jennie Moore, que mais tarde se casou com William Seymour, começou cantar e tocar o piano, apesar de nunca tiver aprendido a tocar.

A partir dessa noite, a casa na Rua Bonnie ficou lotado com pessoas buscando o batismo no Espírito Santo. Dentro de poucos dias, o próprio Seymour também recebeu o batismo e o dom de línguas.

Uma testemunha das reuniões na Rua Bonnie Brae disse:
Eles gritaram durante três dias e três noites. Era Páscoa. As pessoas vieram de todosos lugares. No dia seguinte foi impossível chegar perto da casa. Quando as pessoas entraram, elas cairam debaixo do poder de Deus; e a cidade inteira foi tocada. Eles gritaram lá até as fundações da casa cederam, mas ninguém foi ferido. Durante esses três dias havia muitas pessoas que receberam o batismo. Os doentes foram curados e os pecadores foram salvos assim que eles entraram.1


Rua Azusa, 312

Sabendo que a casa na Rua Bonnie Brase estava ficando pequena demais para as multidões, Seymour e os outros procuravam um lugar para se reunir. Eles acharam um prédio, na Rua Azusa, número 312, que tinha sido uma igreja Metodista Episcopal mas, depois de ser danificado num incêndio, foi utilizado como estábulo e depósito. Depois de tirar os escombros, e construir um púlpito de duas caixas de madeira e bancos de tábuas, o primeiro culto foi realizado na Rua Azusa no dia 14 de abril de 1906.

Muitos cristãos na cidade de Los Angeles e cidades vizinhas já estavam esperando por um avivamento. Frank Bartleman e outros estiveram pregando e intercedendo por um avivamento como aquilo que Deus estava derramando sobre o país de Gales.

Num folheto escrito em novembro de 1905, Barteman escreveu:
A correnteza do avivamento está passando pela nossa porta… O espírito de avivamento está chegando, dirigido pelo sopro de Deus, o Espírito Santo. As nuvens estão se juntando rapidamente, carregadas com uma poderosa chuva, cuja precipitação demorará apenas um pouco mais.
Heróis se levantarão da poeira da obscuridade e das circunstâncias desprezadas, cujos nomes serão escritos nas páginas eternas da fama Celestial. O Espírito está pairando novamente sobre a nossa terra, como no amanhecer da criação, e o decreto de Deus saía: “Haja luz”…
Mais uma vez o vento do avivamento está soprando ao redor do mundo. Quem está disposto a pagar o preço e responder ao chamado para que, em nosso tempo, nós possamos viver dias de visitação Divina?3

O pastor da Primeira Igreja Batista, Joseph Smale, visitou o avivamento em Gales, e reuniões de avivamento continuavam para alguns meses na sua igreja, até que ele foi demitido pela liderança. Bartleman escreveu e recebeu cartas de Evan Roberts, o líder do avivamento de Gales. Mas o avivamento começou com o pequeno grupo de oração dirigido por Seymour. Depois de visitar a reunião na Rua Bonnie Brae, Bartleman escreveu:
Havia um espírito geral de humildade manifesto na reunião. Eles estavam apaixandos por Deus. Evidentemente o Senhor tinha achado a pequena companhia, ao lado de fora como sempre, através de quem Ele poderia operar. Não havia uma missão no país onde isso poderia ser feito. Todas estavam nas mãos de homens. O Espírito não pôde operar. Outros mais pretensiosos tinham falhados. Aquilo que é estimado por homem foi passado mais uma vez e o Espírito nasceu novamente num “estábulo” humilde, por fora dos estabelecimentos eclesiásticos como sempre.3

Interesse nas reuniões na Rua Azusa aumentou depois do terrível terremoto do dia 18 de abril, que destruiu a cidade vizinha de San Francisco. Duras críticas das reuniões nos jornais da cidade também ajudavam a espalhar a noticia do avivamento.

Como no avivamento de Gales, as reuniões não foram dirigidas de acordo com uma programação, mas foram compostos de orações, testemunhos e cânticos espontâneos. No jornal da missão, também chamado “The Apostolic Faith”, temos a seguinte descrição dos cultos:
“As reuniões foram transferidas para a Rua Azusa, e desde então as multidões estão vindo. As reuniões começam por volta das 10 horas da manhã, e mal conseguem terminar antes das 20 ou 22 horas, e às vezes vão até às 2 ou 3 horas da madrugada, porque muitos estão buscando e outros estão caídos no poder de Deus. As pessoas estão buscando no altar três vezes por dia, e fileiras e mais fileiras de cadeiras precisam ser esvaziadas e ocupadas com os que estão buscando. Não podemos dizer quantas pessoas têm sido salvas, e santificadas, e batizadas com o Espírito Santo, e curadas de todos os tipos de enfermidade. Muitos estão falando em novas línguas e alguns estão indo para campos missionários com o dom de línguas. Estamos buscando mais do poder de Deus.”4

Frank Bartleman também escreveu sobre os cultos na Rua Azusa:
O irmão Seymour normalmente se sentou atrás de duas caixas de sapato vazias, uma em cima da outra. Ele acostumava manter sua cabeça dentro da caixa de cima durante a reunião, em oração. Não havia nenhum orgulho lá. Os cultos continuavam quase sem parar. Almas sedentas poderiam ser encontradas debaixo do poder quase qualquer hora, da noite ou do dia. O lugar nunca estava fechado nem vazio. As pessoas vieram para conhecer Deus. Ele sempre estava lá. Conseqüentemente, foi uma reunião contínua. A reunião não dependeu do líder humano. Naquele velho prédio, com suas vigas baixas e chão de barro, Deus despedaçou homens e mulheres fortes, e os juntou novamente, para a Sua glória. Era um processo tremendo de revisão. O orgulho e a auto-asserção, o ego e a auto-estima, não podiam sobreviver lá. O ego religioso pregou seu próprio sermão funerário rapidamente.
Nenhum assunto ou sermão foi anunciado de antemão, e não houve nenhum pregador especial por tal hora. Ninguém soube o que poderia acontecer, o que Deus faria. Tudo foi espontâneo, ordenado pelo Espírito. Nós quisemos ouvir de Deus, através de qualquer um que Ele poderia usar para falar. Nós tivemos nenhum “respeito das pessoas.” O rico e educado foi igual ao pobre e ignorante, e encontrou uma morte muito mais difícil para morrer. Nós reconhecemos somente a Deus. Todos foram iguais. Nenhuma carne poderia se gloriar na presença dEle. Ele não pôde usar o opiniático. Essas foram reuniões do Espírito Santo, conduzidas por Deus. Teve que começar num ambiente pobre, para manter o elemento egoísta, humano, ao lado de fora. Todos entraram juntos em humildade, aos pés dEle.3

Notícias sobre as reuniões na Rua Azusa começaram a se espalhar, e multidões vierem para poder experimentar aquilo que estava acontecendo. Além daqueles que vierem dos Estados Unidos e da Canadá, missionários em outros países ouvirem sobre o avivamento e visitavam a humilde missão. A mensagem, e a experiência, “Pentecostal” foi levada para as nações. Novas missões e igrejas Pentecostais foram estabelecidas, e algumas denominações Holiness se tornaram igrejas Pentecostais. Em apenas dois anos, o movimento foi estabelecido em 50 nações e em todas as cidades nos Estados Unidos com mais de três mil habitantes.5

A influência da missão da Rua Azusa começou a diminuir à medida que outras missões e igrejas abraçaram a mensagem e a experiência do batismo do Espírito Santo. Uma visita de Charles Parham à missão, em outubro de 1906, resultou em divisão e o estabelecimento de uma missão rival. Parham não se conformava com a integração racial do movimento, e criticou as manifestações que ele viu nas reuniões.

Em setembro de 1906 a Missão da Rua Azusa lançou o jornal “The Apostolic Faith”, que foi muito usado para espalhar a mensagem Pentecostal, e continuou até maio de 1908, quando a mala direta do jornal foi indevidamente transferida para a cidade de Portland, assim efetivamente isolando a missão de seus mantenedores.

O avivamento da Rua Azusa durou apenas três anos, mas foi instrumental na criação do movimento Pentecostal, que é o maior segmento da igreja evangélica hoje. William H. Durham recebeu seu batismo no Espírito Santo em Azusa, formando missionários na sua igreja em Chicago, como E. N. Bell (fundador da Assembleia de Deus dos EUA), Daniel Burg (fundador da Assembleia de Deus no Brasil) e Luigi Francescon (fundador da Congregação Cristã no Brasil).

h1

O Avivamento no Brasil

Junho 23, 2009


Hoje vamos falar um pouco da vida e ministério de Daniel Berg, homem simples, que o Senhor enviou ao lado de Gunnar Vingren para fundar a Assembléia de Deus no Brasil.

Ao conhecer sua biografia, compreenderemos como foi possível, em tão pouco tempo, formar-se a maior igreja pentecostal do mundo. Veremos que o nascimento da Assembléia de Deus está associado a sinais e maravilhas, características do movimento pentecostal desde a igreja apostólica.
Em Daniel Berg, conheceremos um obreiro despojado de quaisquer interesses alheios ao reino de Deus. Um verdadeiro apóstolo, que pregava a Palavra não por dever ou recompensas, e sim motivado por um grande amor a Jesus Cristo.
Suécia. Seus pais, Gustav Verner Hbgberg e Fredrika Hbgberg, eram membros da igreja batista. Em 1899, foi batizado nas águas.

Aos 18 anos, Daniel Berg embarca para os Estados Unidos, chegando a Boston em 25 de março de 1902. Fugindo da depressão financeira que assolava o país escandinavo, sonhava com um futuro promissor na América, porém, o Todo-Poderoso reservara-lhe outros planos.

Nos EUA, Daniel Berg esteve por 7 anos, onde aprendeu a profissão de fundidor.

Imagem vazia padrão

Chamada ministerial:

Em 1909, Daniel Berg voltou a Suécia para rever seus pais. Ali, ao visitar um amigo, tomou conhecimento pela primeira vez a respeito do batismo com o Espírito Santo, passando a desejar também a promessa. Nesse mesmo ano, retorna aos Estados Unidos, sendo batizado com o Espírito Santo durante a viagem. Em Chicago, participa de uma conferência bíblica e, encontra-se com Gunnar Vingren, com quem compartilha a chamada divina e estreita laços ministeriais que nunca mais serão desfeitos.

A chamada de Daniel Berg foi claramente revelada através de uma profecia em South Bend, quando o “Espírito de Deus” falou com os missionários sobre uma terra distante chamada” Pará”.

Certos de que Deus os estava enviando ao campo missionário, Daniel Berg e seu amigo foram orar por esse propósito, não apenas uma ou duas vezes. Fizeram isso por três dias
Suécia. Seus pais, Gustav Verner Hbgberg e Fredrika Hbgberg, eram membros da igreja batista. Em 1899, foi batizado nas águas.

A viagem:
Até Nova lorque.
O modo como Deus vai conduzir esses dois jovens a Belém do Pará é um dos capítulos mais belos e comoventes na história da Assembléia de Deus. Por si só, é um legado da Providência a todos nós, especialmente os que integramos hoje as fileiras desta amada igreja.

De Chicago, centro irradiador do avivamento mundial naqueles dias, Daniel Berg e Gunnar Vingren partiram para o lugar que Deus lhes tinha enviado. Em suas mãos, uma Bíblia, um mapa e poucos recursos. A igreja local levantara uma pequena oferta, suficiente apenas para que chegassem a Nova lorque, lugar de onde embarcariam para o Brasil. Mas não estavam preocupados. Não esperaram mais recursos porque confiavam n’ Aquele que os enviara.

A viagem começou com oração.

Na estação do trem que os levaria a Nova lorque, ante os olhares curiosos da multidão, Daniel Berg e Gunnar Vingren ajoelharam-se, agradeceram a Deus e pediram-lhe jornada feliz até Belém do Pará.

O milagre.

Pelas ruas da grande Nova lorque, Daniel Berg caminhava ao lado de Vingren. Tudo era muito imponente: arranha-céus, grandes avenidas, túneis e multidões apressadas pareciam indiferentes à necessidade premente daqueles jovens. Eles precisavam de 90 dólares para custear a viagem até Belém.

No Marajó, foi estabelecido um importante trabalho missionário.

No ano de 1914, Daniel Berg visitou Caviana, sendo bem recebido até por pessoas não-evangélicas. Ali, os irmãos oraram ao Senhor pedindo um barco, e Deus tocou o coração de um fazendeiro da ilha para ofertar a embarcação. O barco recebeu o nome de “Boas Novas” e foi o primeiro meio de transporte utilizado para evangelização pela Assembléia de Deus no Brasil. Depois, a igreja teve outros barcos com o mesmo nome e também” Mensageiro da paz

Ministério em Belém:
Daniel Berg fez valer a pena a chamada ao Brasil. Durante mais de um ano, visitou casa por casa de Belém. Com seu trabalho de colportor, conheceu esta capital como poucos, visitando cada bairro, cada rua, cada família. Vendia Bíblias e pregava o Evangelho a quem quer que fosse.

Em Bragança no ano de 1912, Daniel Berg entendeu que “Jerusalém”(Belém) estava bem evangelizada. Era preciso alargar a tenda. Nesse ano, o missionário realizava sua primeira viagem a Bragança, sempre acompanhado de Bíblias e porções das Escrituras.

Chegando aquela importante cidade paraense, Daniel Berg encontro-se com um senhor de nome Arruda, a quem perguntou se havia protestantes ali. A resposta, talvez inocente foi provocadora:”Graças a Deus não há protestantes nesta cidade! “Como escreveu Emilio Conde, a resposta não estava muito certa, pois Daniel Berg já estava lá. Ele próprio Arruda, eram preciosas sementes da forte igreja que Deus levantaria na “Perola do Caeté”.
Daniel, no ano de 1912 chegou em Soure onde muitas pessoas haviam aceitado a Jesus como seu salvador. Mas junto com isso, houve séria perseguição Crentes e pregadores foram apedrejados e ameaçados, mas nenhum mal lhes sobreveio.
Certa ocasião um dos perseguidores gritou no meio da multidão para que todos ouvissem: Oxalá uma onça devore esses pregadores de novidades!”e a resposta veio certeira: alguns dias depois, uma onça invadiu o quintal daquele praguejador e devorou-o. Esse episódio causou temor em toda a população, que considerou o fato um castigo divino.
No município de bragantina,na cidade de Quatipuru,em 1913, foi fundada a igreja por Daniel Berg
Ali, a população da cidade perseguiu os crentes de todas as maneiras, chegando até a prender alguns. Mas, na prisão, os irmãos se ajoelharam e, diante do carcereiro, Jesus batizou um jovem com o Espírito Santo.
Vendo que não poderia deter os crentes, cerca de 50 pessoas resolveram colocar-se de tocais para matar Daniel Berg quando passasse para o culto. Entretanto, o Espírito Santo guiou o seu servo por outro caminho, naquele dia. Então, os perseguidores não apenas desistiram do crime, mas reconheceram que Deus estava com Daniel Berg.
Daniel Berg chegou solteiro a Belém, com 26 anos de idade, e permaneceu assim até 1920. Aos 36 anos, em visita a Suécia, conheceu Sara Berg, com quem casou naquele país. Do enlace nasceram David e Deborah.

Virtudes Cristãs de Daniel:
Coragem:
Uma das virtudes mais preciosas no ministério de Daniel Berg foi a coragem. Até hoje, muita gente não faz o que ele fazia, como navegarem mar aberto com simples embarcações. Imagine: um homem acostumado com o modo europeu e americano, de repente, cruzando rios, transpondo perigosas cachoeiras, caminhando a pé numa estrada-de-ferro onde predominavam feras e doenças tropicais.
Em Daniel Berg temos um verdadeiro apóstolo, um desbravador do terreno onde a igreja seria plantada.
Em termos ministeriais comparativamente, sua vida em nada deve a notáveis exploradores da História, como David Linvigstone ou Cândido Rondon. Ele veio semear e plantou em bom solo a igreja que hoje somos.

Trabalho
Para Daniel Berg, missões é sinônimo de trabalho. Ele seguia a recomendação de Paulo no tocante a paciência que deve ter o obreiro no labor do Evangelho (2 Co 6.1-10). Ele veio ao Brasil para trabalhar,para “servir a Jesus”. Não estava interessado em títulos ou honrarias, não era uma espécie de “missionário-turista”., como alguns da atualidade. Por isso, empregou-se como caldeireiro na extinta Companhia “Porto f Pará”, hoje Companhia das Docas do Pará (CDP). Literalmente, trabalhou para sustentar-se e pagar as aulas de português de Gunnar Vingren. Tudo que ganhava era gastado com a obra.

Como já sabemos, Daniel chegou a Belém num navio de carga. Ele não tinha reserva em hotel, nem conta bancária,nem ajuda missionária,nem uma igreja para dar-lhe boas-vindas. Sua marca foi o trabalho incessante pelo Reino.

Simplicidade
Daniel foi muito simples. Suas pregações e palestras eram caracterizadas por essa virtude nunca alguém o viu irritado ou desanimado. Sempre que surgia qualquer problema, eram estas as suas palavras, as primeiras que dominou em português:
“Jesus é bom! Aleluia! Jesus é muito bom: Ele salva, batiza com Espírito Santo e cura os enfermos.Ele tudo faz por nós. Glória a Jesus. Aleluia!”
Em 24 de janeiro de 1922, Daniel Berg transferiu-se para Vitória (ES).
Em junho de 1961, esteve em Belém quando a Assembléia de Deus completou 50 anos de existência
Sempre que era elogiado, Daniel permanecia inalterável. Para ele, a glória sempre foi devida exclusivamente ao seu amado Jesus
No estádio do Maracanãzinho, Rio de Janeiro, quando o pastor Paulo Leivas Macalão colocou em sua lapela uma medalha de ouro comemorativa do jubileu, todos notaram a surpresa estampada no semblante de Daniel Berg diante de tal honraria. A platéia parecia ouvi-lo dizer: “Nao é a mim, e sim a Jesus quem cabe esta honra”.

Em 28 de maio de 1963, aos 79 anos, Daniel Berg entrou no descanso eterno!quando a morte chegou, encontrou o servo de Deus sorridente e feliz. Ele não a temeu. Seu tesouro estava bem guardado.
Daniel Berg está sepultado na Suécia, onde moram seus filhos e netos.
Hoje Assembléia de Deus é uma igreja gigantesca, com alguns milhões de membros.
Só nos quadros da Convenção Geral (CGADB), existem cerca de 40.000 pastores ordenados.
Em contraste, ainda convivemos com uma nação espiritualmente enferma. Vivemos num país recordista em muitas mazelas sociais e, sobretudo, espirituais, como o nosso povo afundado em idolatrias, vícios, corrupção e pornografia.
É urgente, portanto, que nos levantemos com a herança que nos foi legada por Daniel Berg e, sem nada temer, entregarmo-nos de corpo e alma ao bendito ministério da evangelização. As pedras estão clamando.

GUNNAR VINGREN
GUNNAR VIN¬GREN

Nascimento. GUNNAR ADOLF VINGREN nasceu num lar evangélico, em 8 de agosto de 1879, em Ostra Husby, Ostergotland, Suécia. Seu pai era jardineiro, profissão que Vingren exercerá até os 19 anos.
Imagem vazia padrão

Chamada ministerial. Gunnar Vingren sentiu a chamada de Deus pela primeira vez aos nove anos de idade. Porém, esteve longe da igreja entre os 12 e 17 anos, reconciliando-se durante um culto de vigília.
Em 1897, aos 18, foi batizado nas águas na Igreja Batista em Wraka, Smaland, Suécia, vindo a assumir a liderança da Escola Dominical. Mas, foi lendo um artigo sobre missões numa revista nesse mesmo ano que foi impactado pela chamada de Deus para sua própria vida.
Ano seguinte, participou de uma Escola Bíblica de um mês em Gbtabro, Narke, onde foi muito tocado pela mensagem.
Seu primeiro campo de trabalho foi na província de Skane, seguido de muitos outros lugares; finalmente viajando para os Estados Unidos em 1903. Ali, assumiu a direção da Igreja Batista Menominee, Michigan.
Em novembro de 1909, Gunnar Vingren visita a Primeira Igreja Batista Sueca, em Chicago, onde é batizado com o Espírito Santo e conhece Daniel Berg.
Em 1910, vai para a Igreja Batista em South Bend , Indiana, onde havia um grande avivamento.

Chegada a Belém.
Gunnar Vingren chegou a Belém no dia 19 de novembro de 1910. Em 18 de junho de 1911, tornou-se o primeiro pastor da Assembléia de Deus, liderando um grupo de dezenove irmãos.
Diferente de Daniel Berg, que, pelo ministério de evangelista itinerante e vigor físico, era incansável em viagens, Gunnar Vingren exerceu mais o ministério pastoral propriamente dito, cuidando do rebanho. Era uma pessoa de saúde frágil, extremamente amorosa e tinha como particularidade orar pelos enfermos.

Uma adjutora.
A biografia de Gunnar Vingren estaria incompleta se não fizéssemos referência à irmã Frida Standberg Vingren, a quem conheceu em 10 de agosto de 1917 durante uma viagem que fez a Suécia. Frida compartilhou a Gunnar Vingren que também tinha uma chamada de Deus para o Brasil.
Enviada como missionária  pela igreja na Suécia, Frida casou-se com Gunnar Vingren em 16 de outubro de 1917, em Belém, numa cerimônia presidida pelo pastor Samuel Nystrbm. O casal teve seis filhos: Ivar, Rubem, Margit, Astrid, Bertil e Gunvor. Frida Vingren, enfermeira, foi muito atuante no ministério.

Um fundamento firme.
Oficialmente, o ministério de Gunnar Vingren como nosso primeiro pastor começou em 18 de junho de 1911. Ele esteve na liderança da igreja até 1924. Portanto, foram 13 anos e alguns meses de ministério. Por motivo de saúde, viajou duas vezes para a Suécia nesse período.
Gunnar Vingren era um pastor com formação teológica e preocupava-se muito com a instrução do povo.     Suas pregações eram profundas e edificantes. A Igreja nascia sobre o solo firme das Escrituras.
Essa visão de Gunnar Vingren levou-o a criar um serviço de tipografia no templo da Tv. 9 de Janeiro. Ali, em 10 de novembro de 1917, junto com seus cooperadores, editou o primeiro jornal pentecostal brasileiro, a “Voz da Verdade”, dirigido por Almeida Sobrinho e João Trigueiro.
Em 18 de janeiro de 1919, juntamente com Samuel Nystrbm, fundou em Belém o jornal “Boa Semente”, precursor do atual Mensageiro da Paz.
Além dos jornais, também eram editadas em Belém Bíblias e revistas da Escola Dominical.
A primeira “Harpa Cristã” foi impressa em Belém em 1921 chamava-se Cantor Pentecostal, com 44 hinos e 10 corinhos.

Deus envia mais obreiro.
A medida que aqueles primeiros crentes pregavam a Palavra, o Senhor ia salvando, curando e batizando com o Espírito Santo. Como fruto, Deus levantou muitos obreiros para auxiliar Gunnar Vingren.
Isidoro Filho e Absalão Piano foram consagrados em 1912 e 1913, respectivamente. Foram eles os primeiros pastores pentecostais brasileiros. Seguiram-lhe: Crispiniano Meio, Pedro Trajano, Adriano Nobre, Clímaco Bueno Aza e João Pereira de Queiroz.
Em 15 de dezembro de 1919, a igreja separou como pastor o irmão José Paulino Estumano de Moraes. Entre nós, temos os pastores José Eurípedes Bezerra de Moraes (filho) e Ednilson Simei Maciel de Moraes (neto).
Entre outros, foram auxiliares de Gunnar Vingren em Belém: Daniel Berg, Samuel Nystrbm, Nels Nelson, Almeida Sobrinho e Bruno Skolimowski, polonês que chegou a Belém em 1909 em busca de emprego e que, em 2 de março de 1921, tornou-se o primeiro estrangeiro consagrado a pastor no Brasil.

Igreja missionária.
Como fruto do mesmo avivamento que fundou a Assembléia de Deus, a igreja em Belém enviou dois missionários para Portugal nos primeiros anos de sua existência: José Plácido da Costa e família (1913) e o irmão José de Matos Caravela (1921). Este fundou a Assembléia de Deus portuguesa, em 1924, irradiando-se a obra para importantes cidades lusitanas, inclusive territórios além-mar, como Angola e Moçambique.
João Pereira de Queiroz evangelizou o Baixo-Amazonas.
Clímaco Bueno Aza evangelizou o Amapá (1916) São Luís do Maranhão (1921) e Minas Gerais (1927).
Paul Aenis, enviado pela igreja em Belém, fundou a Assembléia de Deus de Porto Velho (1922).
Por fim, no mesmo espírito apostólico, Gunnar Vingren despediu-se da igreja em Belém em maio de 1924, transferindo-se para o Rio de Janeiro.

A primeira Convenção.
A primeira convenção de obreiros da história da Assembléia de Deus aconteceu sob a liderança da igreja em Belém. O encontro ocorreu entre 18 a 22 de agosto de 1921, na Vila de São Luís do Pará, Município de Igarapé-Açu, na residência do pastor João Pereira de Queiroz. Participaram 13 pastores e as seguintes igrejas:Abaetetuba, Belém, Bragança, Capanema, Quatipuru, Tacari, Bonito, Burrinho, Cedro, Timboteua, Pau Amarelo, Guaná, Aramã, Peixe Verde e a igreja hospedeira..
Embora tenha sido uma convenção regional, foi a primeira reunião oficial de trabalho dos líderes da igreja no Brasil. Ali, discutiram a importante missão da igreja no Pará em levar a Palavra à Nação, sendo unânimes em aceitar o desafio.
A segunda Convenção, também sob a liderança de Belém, aconteceu em 1922, em Afuá.

Amor pelo rebanho.
Certamente, uma das virtudes mais preciosas no ministério do pastor Gunnar Vingren era o modo como lidava com as pessoas. Sendo um homem frágil fisicamente, acometido de enfermidades, dedicava-se em extremo a visitar e orar pelos enfermos.
Era incansável em velar pelo crescimento espiritual da igreja em Belém, visitando também sempre que possível os trabalhos que iam sendo fundados pelo Brasil. O coração de Gunnar Vingren ardia pela evangelização.
Em agosto de 1932, ao despedir-se da missão no Brasil, enquanto retomava de navio a Suécia, assim escreveu em seu diário:
“Esta noite, tive, pela primeira vez durante a viagem, um sono reparador. Hoje, passamos pela linha do Equador, a mil e setecentas milhas do Rio de Janeiro. Oh! Desejaria que pudéssemos ser como fortes estações de rádio, para que o mundo inteiro pudesse ouvir a voz de Deus’ Deus, dá-me esta graça. “
Sua oração não foi esquecida.

Paciência na tribulação.
Como apóstolo, qual Daniel Berg, Gunnar Vin¬gren viajou disposto a sofrer por Jesus. Ele sabia que a missão na Amazônia era muito difícil, mas veio determinado a servir. Tinha sérios problemas estomacais, contraiu beribéri, o que o deixou ainda mais fragilizado, porém, nunca desanimou.
Ao lado dos outros pioneiros, Gunnar Vingren sofreu muita perseguição, sobretudo, da religião predominante, que ensinava ser a Bíblia dos protestantes um livro falso cuja leitura conduziria ao Inferno.
Casas apedrejadas, fogueiras de Bíblia em praça pública e cultos cancelados por falta de segurança. Todavia, apesar das dificuldades, o Senhor confirmava o ministério de Gunnar Vingren, com salvação, curas, batismos com o Espírito Santo e maravilhas.

Apenas um servo.
Este parece ter sido o sentimento que norteou toda a vida e ministério de Gunnar Vingren. Ele sabia que só há um Senhor, de quem é tudo e para quem vivemos (1 Co 8.6). E quis apenas cumprir o mandado que recebera, não enterrando o talento (Mt 25.15).
Em 15 de agosto de 1932, retomou a seu país, a Suécia, deixando sua filha Gunvor sepultada em terras brasileiras.
Gunnar Vingren faleceu em 27 de junho de 1933, aos 53 anos, deixando a seguinte mensagem ao povo brasileiro:
“Diga -Ihes  que eu vou feliz com Jesus e, como um pai em Cristo, exorto a todos a receber a graça de Deus que quer operar mais santidade e humildade, para que possa receber os dons do Espírito Santo. Somente desta maneira a Igreja de Deus poderá estar preparada para a vinda de Jesus”.
Gunnar Vingren foi sepultado na Suécia, onde também vivem os seus filhos e netos.
A Assembléia de Deus é fruto da dedicação de homens simples, que se escondiam atrás da cruz para não ofuscar o nome de Jesus Cristo.
Ao contrário, no Brasil de hoje temos muitos “bispos,” apóstolos” e “doutores”, gente que parece querer usurpar a glória que só pertence a Deus. Porém, o Senhor não precisa de títulos para usar o homem. Ele precisa de servos, de discípulos, de vasos de barro, para que a excelência de sua glória se manifeste no meio desta geração em trevas.
Brasil está chorando! Ele chora por obreiros como Gunnar Vingren, que vivam para o Evangelho e não façam do reino de Deus uma escada para suas próprias ambições.
Como pregava Moody, não precisamos primeiro ser cheios do Espírito: oremos inicialmente para que Ele nos esvazie.
E,assim, livres de nosso individualismo, seremos tomados pela unção de Deus.
A fundação da Assembléia de Deus no Brasil

Discorreremos um pouco sobre a história da Assembléia de Deus no Brasil, a maior denominação pentecostal do mundo, cujo berço, por exclusiva soberania divina, é a igreja em Belém do Pará.

Começaremos abordando sobre o avivamento do Séc. XX, que, irradiando-se dos Estados Unidos para várias partes do mundo, tem seu ponto alto em terras brasileiras com a chegada dos missionários Daniel Berg e Gunnar Vingren a Belém.

I – A PROMESSA DO PENTECOSTES

1. A profecia de Joel.
Conforme anunciado pelo profeta, a plenitude do Espírito Santo, vivenciada por apenas alguns no Antigo Testamento (Nm. 11.25-29), haveria de ser estendida a todos os crentes nos “últimos dias”. E em cumprimento dessa palavra, no dia de Pentecostes o Espírito de Deus desceu sobre os cento e vinte discípulos que estavam no Cenáculo, os quais começaram a falar em outras línguas (At. 2.4). Agora, revestidos pelo poder de Deus, eles estavam aptos a cumprir o Ide de Jesus (Mc. 16.15).

2. Avivamento contínuo.
Embora relatos sobre o pentecostalismo sejam escassos no período anterior à Reforma, temos testemunhos de que Deus sempre levantou alguma pessoa com um dom especial. Mas, certamente, é a partir do Séc. XVIII que teremos um derramar do Espírito Santo comparável à magnitude da experiência da Igreja Primitiva. Desse período, podemos citar: John Wesley (1703-1791), Charles Finney (1792-1875), Dwight Lyman Moody (1837 -1899) Smith Wigglesworth (1859-1946) e Charles Fax Parham (1823-1929).

3. O Avivamento americano.
Na virada do Séc. XX, ondas de avivamento estavam acontecendo em vàrias partes do mundo, com destaque para os Estados Unidos, onde Charles Fox Parham começou a pregar sobre os dons do Espírito.

Em 10 de janeiro de 1901, Agnes N. Ozman, uma jovem de 18 anos, aluna da escola bíblica fundada por Parham, recebeu o batismo com o Espírito Santo, falando chinês por três dias, durante os quais não conseguia falar nem escrever em inglês.

Nos dias seguintes, outros alunos e o próprio Parham receberiam a promessa, com a evidência do falar em outras línguas.

Porém, foi através do ministério de William J. Seymour, um dos alunos de Charles Parham, que o movimento pentecostal moderno ganhou força.

Em 1906, Seymour alugou um prédio mal conservado na Rua Azusa, n. 312, em Los Angeles, onde há tempos existira uma igreja, mas agora servia como estábulo e depósito de feno. Ali, fundou a Missão da Fé Apostólica.

Em Azusa, William H. Durham (1863-1912) foi batizado com o Espírito Santo, e sua igreja, em Chicago, tornou-se o centro irradiador do pentecostes para o mundo. Vários pioneiros do avivamento mundial estiveram ali, entre eles, Daniel Berg e Gunnar Vingren.

1. A Começar por Jerusalém.
Em At 1.8, Jesus estabeleceu um elo indissociável entre missões e pentecostes. Ele deixou bem claro que, uma vez revestidos do poder do Espírito Santo, seus primeiros discípulos estariam aptos a serem suas testemunhas. E isso, de fato, aconteceu: no momento em que foram batizados, passaram a evangelizar com intrepidez, de tal modo que nesse mesmo dia a Igreja recebeu quase três mil novos membros (At 2.41).
2. Até os confins da Terra.
Sendo sueco, Daniel Berg viajou para os Estados Unidos em 1902, com 18 anos de idade, à procura de trabalho. Ali, em 1909, enquanto regressava de uma viagem a Suécia, foi batizado com o Espírito Santo. Nesse mesmo ano, conheceu Gunnar Vingren numa conferência em Chicago.
Com seus corações ardendo de amor pelas almas, os jovens compartilharam a chamada missionária que tinham, sem, todavia, precisarem o lugar aonde seriam enviados. Vingren pensava em servir como missionário na China.

3. O Espírito Santo revela “Pará”.
No ano de 1910, na casa de um irmão chamado Adolfo Ulldin, em South Bend (EUA), Deus falou maravilhosamente com Daniel Berg e Gunnar Vingren. Vejamos o que o próprio Vingren nos diz:

-Num dia, no verão, Deus pôs no coração que deveríamos nos reunir num sábado à noite para oração. Quando orávamos, o Espírito do Senhor veio de uma forma poderosa sobre nós (…) Um irmão, Adolfo Ulldin, recebeu pelo Espírito santo palavras maravilhosas e mistérios escondidos que foram revelados. Entre muitas coisas, o Espírito santo falou por meio desse irmão que nós deveríamos ir a um lugar chamado “Pará “, onde o povo a quem testificaríamos de Jesus era de um nível social muito simples. Nós iríamos ensinar-lhes os primeiros rudimentos do Senhor. Também escutamos pelo Espírito santo a linguagem daquele povo, o idioma português (…). Nenhum dos presentes conhecia tal lugar. Após a oração, fomos a uma livraria a fim de consultar um mapa que nos mostrasse onde estava localizado o Pará. Descobrimos então que se tratava de um Estado no Norte do Brasil.

Além dessa profecia, o Espírito Santo falou diversas vezes com os missionários, de modo que, seguros da direção divina, puderam atender ao chamado de vir para o Brasil. Ressalte-se que, nessa época, a Amazônia – devido aos mistérios e perigos da floresta:- era considerada o “Inferno Verde” dos colonizadores, conforme romance publicado com esse título em 1908 por Alberto Rangel. Por isso, poucas igrejas queriam investir em missões aqui.

No dia 5 de novembro desse mesmo ano, Daniel Berg e Gunnar Vingren embarcaram em Nova Iorque no navio “Clement” II, vapor misto pertencente à Booth Line Company.

II. INÍCIO DA MISSÃO

Monumento em homenagem a Daniel Berg e banco onde eles fizeram a
primeira oração em terras brasileiras. (Praça da República do Pará).

1. A chegada dos missionários.

Daniel Berg e Gunnar Vingren apartaram em Belém na tarde de 19 de novembro de 1910, Dia da Bandeira.

Descendo do navio, subiram a antiga 1 5 de Agosto, hoje Presidente Vargas, sentando-se num dos bancos da Praça da República, onde a Prefeitura de Belém ergueu um pequeno monumento em homenagem a esses dois valentes do Senhor.

Como não sabiam o endereço da Igreja Batista, denominação a que pertenciam nos Estados Unidos da América, passaram a primeira noite num Hotel simples.

No dia seguinte, encontraram o pastor presbiteriano Justus Nelson, que os conduziu até aquela igreja, na Rua João Balbi, n. 406, em cujo porão ficaram hospedados por algum tempo.

2. Os primeiros meses:

Como não foram enviados por nenhuma junta missionária, mas por exclusiva direção divina, pobres como eram, o primeiro desafio dos missionários era com seus sustentos e com a aprendizagem do novo idioma. Por isso, Daniel Berg empregou-se como caldeireiro e fundidor na Companhia “Port of Pará”, hoje, Companhia das Docas do Pará (CDP), enquanto Vingren dedicava-se ao estudo da língua portuguesa, repassando a Berg as lições.

Devido às dificuldades com o idioma, a participação dos missionários nos cultos nessa primeira fase restringia-se a cânticos em dupla, tendo Daniel Berg à frente com seu violão.

3. A mensagem pentecostal.

Como não podia ser diferente, inflamados como estavam pela chama do Espírito Santo, à medida que iam dominando o idioma, Daniel Berg e Gunnar Vingren passaram a fazer menção da promessa pentecostal conforme haviam recebido. Isso causou desconforto na igreja local, o que culminou com o desligamento de dezenove irmãos, fato ocorrido em 13 de junho de 1911.

IV – NASCE A ASSEMBLÉIA DE DEUS

1. O começo da obra. Por necessidade de congregar-se, o grupo dos dezen6ve irmãos passou a reunir-se na residência da irmã Celina Albuquerque (a primeira pessoa a receber o batismo com o Espírito Santo no Brasil), na Rua Siqueira Mendes, n. 79, Cidade Velha. Ali, fundaram a Assembléia de Deus no dia 18 de junho de 1911, sob o nome de “Missão da Fé Apostólica”.

Cerca de três meses depois, mudaram-se para um prédio na atual Governador José Malcher, antigo n. 224. E, por fim, em 8 de novembro de 1914, para a Tv. 9 de Janeiro, antigo n. 75, onde foi erguido o primeiro templo.

Em 4 de janeiro de 1918, a igreja foi oficialmente registrada, com o nome de “Sociedade Evangélica Assembléia de Deus”, conforme certidão recente do cartório responsável em Belém.

2. “O fogo se espalhou rapidamente”.

Assim Gunnar Vingren registrou em seu diário o progresso da obra de Deus no Brasil.

Agora, com a liberdade para proclamarem a Palavra e o domínio gradativo do idioma, a igreja caminhava a passos largos, com cultos públicos em vários lugares, oração pelos enfermos e batismos com o Espírito Santo.

A ilha de Marajó (“Boca” do Ipixuna), onde os missionários estiveram apenas um mês após o desembarque em Belém, transformou-se num dos mais ricos berços do movimento pentecostal brasileiro. Caviana, Soure, Anajás, Afuá e Bela Vista do Jupati são alguns marcos dessa época, irradiando a mensagem do Evangelho para todo o arquipélago.

Importante referir que, na época em que os missionários chegaram, o Pará enfrentava uma epidemia de malária. Porém, ao contrário do que se podia esperar, eles, apesar de morarem num porão infestado de pernilongos, não contraíam a doença. Esse fato chamou a atenção dos irmãos e de pessoas descrentes, pois, além de permanecerem sãos, os missionários pregavam sobre cura divina, visitavam os lares, e os enfermos eram curados.

3. De porta em porta.

Diferente do ministério de Gunnar Vingren, grande pastor e mestre na Palavra, Daniel Berg ocupava-se principalmente no serviço de colportagem, levando as boas novas de porta em porta. Evangelista e apóstolo, percorreu diversas vezes a Estrada de Ferro de Bragança a pé, testificando sobre Jesus, com sua mala cheia de Bíblias, Novos Testamentos e outras porções das Escrituras.

Sofrendo com os rigores do clima amazônico e padecendo muitas necessidades, ao lado de Gunnar Vingren, Daniel Berg é um exemplo para alguns obreiros “pop star” da atualidade.

Assim, enquanto Gunnar Vingren cuidava do rebanho em Bélém, Daniel Berg e um exército que se formava saiu espalhando a mensagem por Bragança, Vigia, Timboteua, São Luís do Pará, Capanema, Quatipuru, Bonito, Primavera, Tauari etc.

Como Igreja dos “últimos dias”, somos hoje comissionados pelo Espírito Santo a viver o mesmo avivamento que varreu o mundo na virada do século passado.

No meio de uma geração pervertida, de valores anticristãos, cada crente deve ter zelo por uma vida de santidade e colocar-se à disposição do Mestre para servi-Ia.

O Brasil está clamando por um verdadeiro avivamento, que sare o nosso país da maldição do pecado. Para isso, os olhos de Deus estão procurando crianças, jovens e adultos que desejem pagar o preço de tão elevada obra.

h1

Hillsong tour 2009 videos

Junho 18, 2009

Bem pessoal eu falei que iria colocar os videos do concerto do Hillsong no dia 3 de junho de 2009 aqui em zurique foi uma noite muito boa e espero ir no proximo evento deles e quem sabe tambem ir na Australia uns dos meus grandes desejos , sirvo um Deus do impossivel XD …

Ps . O som esta bem alto por isso o audio não esta muito bom e com as danças e pulos ja sabe como fica a filmagem mas da para vê como foi gostoso….

h1

Projeto LOVE

Junho 10, 2009

Hoi zäme….
Estou muito feliz um dos sonhos de Deus para minha vida esta se tornando realidade, desde o Brasil eu sonhava em fazer algo que poderia ajudar pessoas carentes e esses dias o Projeto LOVE começou a pegar vôo e creio que irar subir muito ..
O Projeto LOVE visa em ajudar os necessitados, e tambem apoiar organizações cristã, e eu sei que Deus tem colocados em muito corações aqui na minha igreja e em outras igrejas na Suiça esse desejo de ajudar o Proximo pois isso é uns dos desejos de Deus e mandamento.
O que é a igreja?? sem ajudar a sua comunidade?? não pode ser chamada de igreja como relata Christian Tompson um dos pastores da igreja Hillsong e eu concordo com ele.
Podemos fazer muitas coisas para fazer a diferença para esse mundo fazendo coisas espetaculares pois Deus tem nos dado muita capacidade para fazer e agir, temos dons que não sabemos como usar corretamente. Vamos orar pelos perdidos, pelas nação perseguidadas vamos pedir uma nação para Deus e intercessemos por essa Nação e vamos realamete se apaixonar por essa Nação.