Outono na Suiça
Posted Novembro 21, 2009 by Tony AndersonCategories: 5584
Tags: amigos, outono, suiça, zürich, zurique
Minha especialidade é matar feridos
Posted Novembro 21, 2009 by Tony AndersonCategories: 5584
Tags: Deus, evangelio, feridos, igreja, pensamento, vida

Nós somos o único exercito que mata os feridos de guerra com as nossas ideologias de que nossa igreja é sempre a melhor do que a do vizinho. Que nosso pastor é sempre o melhor do que o seu. De que nosso grupo de louvor é sempre o mais ungido do que daquela igrejinha. De que nos convertidos a mais tempos somos sempre mais santos sobre aqueles pecadores que acabaram de ser ganhos para Cristo. Somos sempre os melhores e somos os que não aceitam críticas porque somos superiores a elas.
Pegamos tudo o que Jesus falou e jogamos fora numa lata de esterco bem grande e preferimos escutar a voz do nosso ego. Pegamos vidas, histórias e tentamos zerar cada uma delas de acordo com a nossa vontade e não a vontade de Deus. Mostramos quem é Jesus e algumas pessoas recebem esse Jesus, alguns estavam mortos, doentes e Jesus começa a ser mostrado para essas pessoas, só que nós tentamos colocar o nosso plano na vida dessas pessoas.
Eu ainda me lembro quando eu escutei a história de um travesti que resolveu abandonar a prostituição e mudar de vida, começou a trabalhar em uma igreja e durante o dia carpia o quintal, quando um diácono iluminado por satan solta a frase que muda o destino daquele homem “pega na enxada que nem homem”. Voltou para a vida onde ele aprendeu a ser amado, porque naquele lugar onde ele deveria sentir o amor de Jesus através de seus discípulos ele não sentiu isso.
Como podemos ser um hospital curando feridos se estamos matando através de nós mesmo? Como podemos mostrar o amor de Jesus no mundo se uns tem vergonha de X igreja e outros sentem nojo da igreja do Sal? Somos de uma só igreja, enquanto essa única só igreja não se reunir e lutar para modificar o mundo nada vai realmente acontecer. Nada. Ser luz é escavar buracos nas trevas. E muitas vezes muitos cristãos estão mais nas trevas do que escavando buracos.
Quantas vezes vemos pessoas querendo tirar as outras da liderança, tirar pessoas do caminho, tirar pessoas de seu espaço, por não estar na visão, não compreender a natureza do seu ministério. Quantas vezes você já viu pessoas magoadas com isso, se sentindo a pior coisa do mundo? Estamos deixando de avançar, tirando toda as pessoas que não “estão na visão” da sua igreja ou ministério. Nosso papel não é mandar as pessoas embora, nos não somos uma rede de fastfood, isso aqui é o Reino de Deus, ser discípulo demanda tempo. Jesus andou durante 3 anos com os 12 e alguns mesmo assim não entenderam nada o que ele estava falando durante os 3 anos. Porque nós não seriamos pacientes como Jesus foi?
Nós estamos literalmente dentro de uma fortaleza. Estamos falando apenas com nós mesmo. Estamos ferindo a nós mesmo. Brian Mclaren mostra que 90% dos novos convertidos vieram de 40% de uma população “igrejada”, e menos de 10% são da maioria que nós desejamos, os “sem-igreja”. Estamos falando com nós mesmo. Estamos brigando com nós mesmo. Estamos ao invés de crescer, espalhando.
Você é o que você lê. Você é o que você vê. Você é o que você busca. O que você esta lendo, vendo ou buscando? Ser como homens que ferem seus feridos ou ser como Cristo que cura os seus feridos? Podemos resolver as questões de justiça sozinhos? Claro que não! Nossas igrejas precisam trabalhar unidas! Precisamos cooperar uns com os outros. Dave Gibbons
A maior parte das pessoas lê a Bíblia como se ela fosse um código moral revestido de autoridade sagrada, um conjunto de prescrições cuja estrita observância deveria nos assegurar uma existência isenta de culpa. Bela utopia, na verdade! Mas como a Bíblia não pode ser obediência em todos os seus detalhes, nasce um desespero, uma angústia neurótica de cometer algum sacrilégio, uma culpa que não encontra solução.
O sentido do Sermão do Monte não será o de uma receita para se libertar da culpa por uma conduta meritória. Muito pelo contrário. É a palavra que abala, que sacode, que convence de morte aquele que não perjurou; de adultério aquele que não o cometeu; de ódio aquele que vangloriou de amor, e de hipocrisia aquele que era conhecido por sua piedade. Como se vê, é totalmente o contrário de um código moral; pode-se muito mais compará-lo com um diálogo socrático sobre a impotência do homem em atender à virtude autêntica e assim se justificar por sua conduta impecável.
Fonte: Taty Tody / Brian Mclaren / Dave Gibbons / Seguir Jesus / Donald Miller
Presente de Deus
Posted Novembro 21, 2009 by Tony AndersonCategories: dia-a-dia
Tags: anderson, Deus, presente, tony, tonynho, vida
Onten tivemos um culto muito especial na igreja com a participação do Pr. Arthur Netto e eu ja posso ouvir um som de muitas aguas vindo em nossa direção o ano esta se acabando mas para Deus o tempo e o espaço não importa Dele fazer coisas grandes, sinto como uma Big explosão esta para acontecer em nosso meio que romperar o local onde estamos fala nivel espiritual , sabe Deus esse dias esta me visitando sim rsrs não eu estou visitando Ele mais a presença Dele as vezes vem muito forte e ai sabe o que é tonynho sai de cena e so é Jesus e aleluia XD tinhas coisas que queria compartilha com meus amigos aqui mas sei que ainda naum é o momento certo …mais uma Explosão do nosso meio vai ter e vai jorrar muita gloria de Deus …. vou nesse tempo fazer uns Videoblog tbm rsrsr quero compartilhar o que Deus esta fazendo ..para o Mundo todo .. ….
Casamento de fernanda e renato
Posted Novembro 18, 2009 by Tony AndersonCategories: video
Tags: casamento, fernanada, igreja, renato, suiça, video, zürich
A Igreja e a Arte: pontos de contato
Posted Novembro 17, 2009 by Tony AndersonCategories: curiosidades
Tags: adoração, arte, contato, evangelio, evangelismo, igreja

A Igreja e a Arte tiveram um relacionamento de altos e baixos nos últimos milênios. Às vezes, a Igreja foi patrona das artes, financiando e apoiando escultores, pintores e músicos com seus recursos. Outras vezes, a Igreja bateu de frente com a Arte, vendo-a como desperdício de tempo ou pior, como expressão de hedonismo e sensualidade.
Hoje, apesar de muitas igrejas não serem muito receptivas a artistas, existe um ressurgimento de interesse e de defesa das artes. Na faixa abaixo dos 40 dos membros da igreja, gostar de arte é como gostar da sua avó, ou seja, apenas os mais retrógrados e incultos não o fazem. Existem duas coisas que nenhum jovem cristão se atreve a ir contra: justiça social e arte.
A paixão por encorajar a arte é compreensível e na maior parte, recomendável. Não só a Igreja tem um longo histórico de apoio à arte, como a Bíblia fala muito bem daqueles com dons artísticos e artesanais (como a famosa dupla Bezalel e Aoliabe). E sejamos honestos, muitas de nossas igrejas não são exatamente um abrigo saudável para artistas. A cultura da igreja é normalmente conduzida pela classe média, não por alternativos e boêmios. Logo, faz sentido que nós precisemos sair da nossa zona de conforto para poder receber artistas e encorajar seu trabalho.
Antes de me aprofundar, quero deixar claro que não vou apresentar uma teologia da Arte. Não sou capacitado para isso. Para aqueles interessados em um tratamento mais completo do Cristianismo e da Arte, eu recomendo o livro “Art of God’s Sake” (Arte para Deus), de Philip Ryken. Não sou um artista. Quer dizer, não sou pintor, escultor, poeta ou dançarino (você, definitivamente, não quer me ver dançando). Já estive em corais e tive algum treinamento vocal. É na música que eu chego o mais perto de algum senso artístico. Mas no geral, me considero um cristão bem mediano quando se trata de artes (mas eu me esforço bastante na ‘arte’ de escrever e pregar, ou seja, estou falando mais da ‘Alta Arte’ nesse texto). Eu gosto de algumas coisas da Arte, acho algumas coisas chatas, e algumas eu simplesmente não entendo.
Como pastor, eu acho que uma ênfase renovada na arte em nossas igrejas pode ser uma coisa muito boa, ou muito ruim. Tudo depende de como o grupo da “arte é a resposta” e o grupo da “arte é estranha” pode chegar alguns pontos de contato e um terreno comum. Em relação a isso, quero oferecer algumas teses a respeito da Igreja e da Arte.
1. Devemos permitir que a arte seja arte. Às vezes, cristãos cometem o erro de achar que para a arte ter algum valor, precisa compartilhar o evangelho ou falar explicitamente de Jesus. Tal abordagem normalmente produz arte ruim e evangelismo ruim. A Arte tem seu valor porque tem a capacidade de ser bela e cheia de verdade. Não podemos achar que a arte vai comunicar da mesma forma que um discurso.
2. Arte tem seu valor, assim como várias outras coisas. Nem sempre os Cristãos sabem o que fazer com a arte. Pensamos “realmente existe algum valor em uma bela dança ou em um poema difícil de entender?”. Mas, se bem feita, a arte pode nos inspirar, confortar, incomodar, e ativar diferentes áreas de nosso cérebro. A Arte nos lembra que a utilidade não é a unidade de medida para o valor. Mas a Arte não é um deus, nem o curso preferido de Deus na universidade. Não há nada intrinsecamente melhor (ou pior) em ser um artista do que ser um contador, um programador de computadores, ou um vendedor.
3. A Arte pode realizar algumas coisas, mas pode não realizar outras. Cristãos normalmente têm problemas com a arte porque ela pode ser ambígua e aberta para muitas interpretações. Ela não está fechada a opiniões. Leva-nos a pensar, mas também a sentir. Ela ‘forma’ mais do que ‘informa’. Nesse sentido, a arte pode ‘ensinar’ sobre como nosso Deus é criativo e belo. Mas a engenharia pode ‘ensinar’ sobre como nosso Deus é coerente e conhecível. Deus é infinito. Várias profissões e várias vocações podem demonstrar seus diversos aspectos. Não devemos cometer o erro – e eu ouço bastante sobre isso – de achar que “poetas, artistas, escritores, eles sim, são os que realmente podem nos ensinar sobre Deus”. Bem, sim, eles podem. Mas os padeiros e os coletores de lixo também podem.
4. Nosso louvor deve buscar excelência artística, mas deve ser inevitavelmente “popular”, direto e objetivo. Eu estou sempre dizendo às pessoas que nós queremos “indiscutível excelência” nos cultos dominicais (agradeço a John Piper pela expressão). Não quero que pensemos que mediocridade é uma virtude espiritual. Cada igreja terá capacidades diferentes, mas o objetivo deve ser a melhor música, o melhor som, os melhores instrumentos, assim como queremos a melhor pregação. O momento de louvor dos cultos não é o melhor momento para dar ao Joãozinho uma chance de arranhar alguns acordes no violão. É uma oportunidade, para aqueles que se esforçaram para estudar e refinar seus talentos, de servir a Deus com seu trabalho.
Por outro lado, as igrejas devem ter em mente que o objetivo do louvor não é exibir o talento de artistas. O objetivo final é edificar congregação e adorar a Jesus para a glória de Deus. Isso significa que a música deve ser simples o suficiente para que centenas (ou milhares) de pessoas sem treinamento possam cantar ao mesmo tempo. Isso também significa que nosso louvor deve lidar com a verdade da forma mais direta possível. Eu não quero pessoas após o culto se perguntando qual era o significado do louvor. Eu não quero que elas pensem em interpretações variadas. Eu quero que a mensagem seja clara e objetiva. Em 1 Coríntios 14, Paulo argumenta em favor da mensagem que é compreendida por todos durante o culto. Não estamos buscando experiências individuais de louvor. Queremos o máximo de clareza, o que significa que não vamos nos desculpar por focar mais na palavra e menos em outras formas de ‘arte’.
5. As igrejas podem aprender a receber artistas, mas os artistas não devem esperar que a igreja seja uma galeria de arte. Como eu disse, a igreja tem um histórico de apoiar a arte. Existe algo único nas artes visuais (estou pensando em pinturas, cartazes, murais, fotografias e etc.) que as torna propícias a serem incluídas no “espaço sagrado”. É complicado para um corretor de imóveis demonstrar suas capacidades no meio litúrgico, mas isso é possível à arte. Se existem artistas talentosos na sua igreja, considere a possibilidade de reservar algum espaço para que seus trabalhos possam ser expostos e integrados ao ambiente. Mas os artistas precisam perceber que a igreja não é uma galeria de arte. Eles precisam ter a sensibilidade para perceber que nem todas as obras podem ser usadas nesse contexto, e a humildade para ouvir um “obrigado, mas… não, obrigado”. Alguns trabalhos não se encaixam no contexto ou no clima da igreja. Algumas obras se tornam antiquadas. Outras nos distraem (em um sentido ruim). E outras simplesmente não são tão boas assim. Apesar disso tudo, a não ser que queiramos voltar ao modelo de igreja da Idade Média, é improvável que a igreja volte a apoiar e incentivar a arte como já fez (pelo menos financeiramente falando).
6. Artistas nos ajudam a reconhecer nossos ídolos, mas artistas também têm seus ídolos. Banqueiros chegam a idolatrar o dinheiro. Há mães que idolatram seus filhos. Acadêmicos muitas vezes idolatram o seu intelecto. Pastores podem acabar idolatrando a pregação. Artistas, a auto-expressão. O pior é que muitas vezes nos orgulhamos equivocadamente de não nos curvarmos aos ídolos dos outros. A boa arte pode ajudar a remover pretensões e pragmatismos excessivos. Bons artistas devem ser humildes a respeito de suas próprias limitações e pecados. E bons cristãos devem sempre almejar a verdade e a beleza, aonde que elas estejam.
*todas as obras contidas nesse post são de autoria de Michelangelo
A intolerância religiosa
Posted Outubro 13, 2009 by Tony AndersonCategories: devocionais
Tags: evangelio, igreja, intolerancia, religiosa, revolução

A intolerância religiosa tem de ser tão antiga quanto a própria ideia de religião, mas é duvidoso mérito dos cristãos (e a partir de agora uso a palavra na pior acepção do termo, e também a única) ter refinado o conceito associando a alternativa à escravidão, à tortura e à morte em larga escala. O cristianismo foi a primeira religião da história a ganhar verdadeiro peso cultural por meio da conversão ao contrário das pacíficas religiões anteriores, das quais restam algumas, e que preferiam apostar a eventual consagração no milenar e lentíssimo método de transmissão e reelaboração de pai para filho.
O cristianismo histórico foi, desde o início, exatamente como nos nossos dias, empreendimento de curto prazo, indústria de resultados. Jesus passou de ilustre desconhecido a único Deus do vertiginoso Império Romano em meros 300 anos menos que um piscar de olhos em termos históricos. Não é de estranhar que pelo menos metade dessa conversão nominal do mundo tenha sido adquirida na ponta da espada. A fim de salvar os incréus era necessário não tolerar a sacrílega religião deles: os cristãos entenderam o imediatismo do “Ide” e saíram pelo mundo fazendo inimigos, ostracizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Essa dupla paixão pelos resultados e paixão pela publicidade deixam claro que o cristianismo histórico não é o menos eloquente antecessor do convulsivo capitalismo contemporâneo.
Essa implacável visão de mundo, da expansão númerica e comercial como missão divina, determinou toda a história do ocidente, incluindo a sangrenta colonização das Américas. Em 1454, o Papa Nicolau V resume essa postura geral na sua Bula romanus pontifex, em que concede ao rei Afonso de Portugal (e a seu príncipe D. Henrique, que daria forma final à nau oceânica portuguesa e assim o pontapé inicial às Grandes Navegações), uma singela série de privilégios materiais associados à
sua pureza de coração:
“(…) concedemos ao dito rei Afonso a plena e livre faculdade, entre outras, de invadir, conquistar e subjugar quaisquer sarracenos e pagãos, inimigos de Cristo, suas terras e bens, a todos reduzir à servidão e tudo aplicar em utilidade própria e dos seus descendentes (…)”
Nenhuma manifestação do cristianismo institucional dos nossos dias difere, em qualquer sentido importante, da inclinação geral do parágrafo acima. Os filhos do Rei permanecem reclamando seus direitos, absolutamente convencidos da primazia da sua condição. Os religiosos cristãos chafurdam em seus merecimentos e oram descaradamente para extrair alguma prosperidade dos inimigos de Cristo ou reduzi-los à servidão o que for mais imediato ou der mais prazer (e é naturalmente graças aos cristãos que cremos que essas duas últimas coisas andam juntas).
Por alguma razão que Cristo não teria como entender, os que se consideram cristãos são os mesmos que se consideram religiosos. E, dentro da mesma lógica ignorante dos fatos, os que não se submetem à religião são considerados inimigos de Cristo. Talvez baste para você pensar e agir assim. Read the rest of this post »
O morcego e a teologia do medo
Posted Outubro 12, 2009 by Tony AndersonCategories: devocionais

A arma mais eficiente de Batman não está guardada no seu uniforme, nem no seu carro, nem na caverna onde aprimora suas técnicas de luta. Também não é de outro planeta, como presente de um alienígena, nem foi desenvolvida nas modernas indústrias de Bruce Wayne. Veio com muito estudo e sem essa arma Batman não seria o mito que conhecemos.
Ela é tão eficiente que compensa a falta de capacidades extra-humanas. Usada até contra os aliados do herói, é unanimidade entre os roteiristas das histórias do personagem. Basta qualquer um se aproximar do homem-morcego para sofrer os efeitos dela. A arma mais eficiente de Batman é o medo.
“Criminosos são supersticioso e covardes; então meu disfarce deve ser capaz de levar terror aos seus corações; eu devo me tornar uma criatura de noite, negra, terrível (…) Eu devo me tornar um morcergo”
Essa frase clássica do herói está na sua origem. É assim que Bruce Wayne justifica sua decisão pelo uniforme do homem-morcego. Movendo-se pela escuridão, com habilidade alcançada por um treinamento intenso, Batman surpreende os marginais. Quando os encontra, se ainda estiverem conscientes, não vão conseguir esconder nada. Nem dinheiro, nem drogas, nem a mais sigilosa informação. Não é preciso ser rápido, nem selvagem. Freqüentemente, o cavaleiro das trevas não diz nada. O medo invade o ambiente assim que sua presença é notada. Tem sido assim desde que ele começou sua jornada, como está registrado na história “Ano Um”:
“O uniforme funciona melhor do que eu esperava; eles ficam estarrecidos e me dão todo o tempo do mundo”
Parece que Batman fez escola, no cristianismo. Usar essa mesma arma também é uma habilidade que alguns líderes religiosos vêm desenvolvendo, à altura do herói dos quadrinhos. Do alto dos púlpitos, ou no interior de suas células familiares, plantam o medo no coração dos cristãos. Encontram terreno fértil, assim como Batman, nos corações supersticiosos, que se movem longe das leis – da lei de Deus e da lei dos homens – e nas mentes pouco informadas. Ao contrário do herói, à luz do dia, sem vergonha alguma, pregam a barganha santa. É obedecer, cumprir, seguir, ofertar, cantar – para ganhar, crescer, alcançar, curar. Uma coisa tem sempre relação com a outra.
“Não recebeu a benção? Tome cuidado, examine sua vida! Tem aí um pecado não confessado!”
“Você continua caindo por causa do pecado? Vai brincando com Deus, um dia ele perde a paciência com você!”
“Deus está de olho em você, no que você está fazendo, e daí o que vai acontecer?”
“O diabo está ao seu redor, no seu trabalho, na sua casa, até aqui nossa igreja!”
“Não vem na igreja para ir ao cinema? Um dia Deus vai te cobrar isso!”
Tudo isso pode ser verdadeiro.
O temor de Deus aparece na Bíblia desde o Éden: “Respondeu-lhe o homem: ‘Ouvi a tua voz no jardim e tive medo, porque estava nu; e escondi-me’” (Gênesis 3:10).
Pelo Velho Testamento, o Senhor deixou claro que havia motivo para ser respeitado. Alguns, pela falta de temor, sofreram. É verdade, o povo tinha medo de Deus. Até que Ele resolveu mostrar de que forma gostaria de se relacionar conosco. E o professor, o Mestre, foi o próprio Filho. Porque ninguém sabe mais a respeito de um Pai, que o filho que conviveu com Ele desde o começo de tudo. E o que o Filho nos ensinou é que a nossa relação com Deus não deve ser orientada por medo. Temer ao Criador, como reconhecimento de sua grandeza e justiça, é um dever cristão. Porém viver como se a mão poderosa de Deus nos aguardasse atrás da porta, pronta a nos esmagar, e não houvesse solução alguma, é desprezar o sacrifício da cruz. O cristão tem que viver em santidade por amor a Deus, e não pelo medo de sua condenação.
Quando Jesus deu a vida por nós, colocando ao fim qualquer intermediação entre o ser humano e o Criador, também nos deu a chance de nos aproximarmos diariamente de uma fonte de perdão e amor. Se você já foi a uma piscina, em um clube, deve lembrar que em alguns lugares só é possível entrar na água depois de caminhar por um tanque raso, para os pés, ou passar por um ducha, para o corpo. É quando somos lavados da gordura e da sujeira, para que isso não contamine a piscina. Essa “teologia do medo” vive de pregar, enfaticamente, que nossos corpos vão sujar a água, e se esquece de defender o lavar maravilhoso que nos é oferecido para mergulharmos em profunidade na vida.
“No amor não há medo, antes o perfeito amor lança fora o medo; porque o medo envolve castigo; e quem tem medo não está aperfeiçoado no amor” (I João 4:18).
Temos que trocar o medo pelo amor. O medo tem relação com o castigo e a culpa. E a culpa, às vezes, esconde uma frustração pessoal de não se alcançar uma perfeição religiosa.
Será que o nosso Deus não sabe que jamais seremos perfeitos?
Será que nós não sabemos que é impossível alcançar um padrão de santidade, sem errar nunca?
Será que o medo nos faz esquecer da benção que é receber o perdão de Deus?
“Pastor, não consegui, eu pequei novamente”, disse a mulher, assim que entrou no gabinete. Trazia um rosto de medo e arrependimento, e aguardava uma repreensão. O pastor respondeu com amor: “Glória a Deus, porque você reconhece isso; e saiba que não vai ser última vez que caiu, e quantas vezes ainda precisar você vai poder contar com o amor de Deus para lhe perdoar, e dar uma segunda chance. Não tenha medo”.
Senti saudade de coisas simples.
Posted Setembro 16, 2009 by Tony AndersonCategories: adoração, dia-a-dia, jovem
Tags: doutrina, igreja, mundo, realidade, religiao, saudades, senti, simples

saudade
Senti saudade do tempo que sentar no chão para brincar era o maior compromisso do dia. Saudade de uma época em que tínha a opção de escolher deixar tudo para o lado para orar, ou simplesmente ficar a sós com o Pai, sem compromissos agendados ou propósito específico em mente.
Uma igreja falida em um mundo falido.
Posted Setembro 14, 2009 by Tony AndersonCategories: dia-a-dia, video
Tags: falida, fim do mundo, igreja, jugamento, mundo, nos
Como Não Orar
Posted Setembro 12, 2009 by Tony AndersonCategories: adoração, video
Tags: Como não orar, como orar, Mark Driscoll, Meteus 6
Mark Driscoll fala do ensino de Jesus sobre a oração em Mateus 6.